Cara, esse tal de Ben Affleck realmente me surpreendeu como diretor. O filme é bem dirigido e com muitas cenas muito boas. Mas, definitivamente, esse carinha é um péssimo ator. Mas isso não me surpreendeu. Nunca vi esse menino fazendo um bom papel. Nesse, talvez, a má atuação dele passou ao largo, porque em nenhum momento é pedido um grande trabalho dramático dele.
Agora, levar prêmio de melhor filme, isso é demais. Só vale a pena ser visto porque é um filme "documentário" sobre a invasão da embaixada americana no Irã por fundamentalistas muçulmanos em 1979, no qual fizeram 54 reféns que ficaram 444 dias em poder deles. Essa carinha que você vê na chamada do vídeo do youtube, é o máximo de atuação dramática que já vi ele fazer.... hahahahaha!!!
Como sempre, no carnaval, faço uma lista de filmes para assistir para sair da agitação desse período. Não tenho nada contra a carnaval, mas nunca fui muito de brincar nessa data. A não ser por uma boa desculpa para encher a cara e sair para a pegação, nunca me atraiu muito.
Vi "Argo", "Lincoln", "Red Tails" e "Eternal Sunshine of the Spotless Mind". Esse último me chamou muito a atenção. É antigo, mas só acabei sabendo dele através de um post de um amigo no Facebook, pois gostei da música que ele colocou e fui pesquisar a respeito do filme. Definitivamente, não gosto de Tim Carrey quando faz comédia, mas me agrada muito o trabalho dele em dramas. Penso assim desde que vi "The Truman Show".
Acabei adorando o filme. Tem como palco a mente humana, assunto que gosto muito de discutir a respeito. O roteiro no leva a situações delicadas da vida do personagem principal, percorrendo a mente dele a procura de uma solução para o que estava passando.
Uma das partes mais emblemáticas desse mergulho mental é a parte em que ele tenta a todo custo esconder as lembranças de sua relação amorosa e que acaba nesse diálogo:
- Come on, come on. Hide me somewhere deeper, somewhere really buried.
- Where?
- Hide me in your humiliation.
Eu, definitivamente, sugiro esse filme. Muito bom.
Qual será a real motivação desse ato? Disputa pelo poder interno? Vai para os bastidores para poder intervir com menos holofotes? Saúde, para mim é a última opção. Mas com certeza, é uma decisão para lá de pensada, ou meditada, como queiram alguns. Sabemos o quanto de política ronda o Vaticano. Desta foma, para mim, esse decisão tem tudo, menos espiritualidade. Eles não se dão a esse luxo.
Vi esse filme documentário a muitos anos atrás e fiquei com ele na cabeça desde então. Na época, cheguei até a entrar em contato com o diretor Marcelo Massagão para conseguir comprar uma cópia em VHS, mas tamanha a dificuldade do contato me fez esquecer.
Navegando na internet um dia desses, me deparei com uma música de Wim Mertens, que é quem foi colocado como trilha sonora, e me lembrei novamente do documentário, pois você verá que as músicas apresentadas são muito marcantes. Desta vez, com a internet e youtube ao meio lado, foi bem mais fácil achar o filme completo. Pois aí está.
O documentário é de uma plasticidade fenomenal. Faz um apanhado de imagens e filmes do século XX com uma eloquência incrível. Lindo. Difícil não se emocionar. Como disse acima, toda a trilha sonora é de Wim Mertens, o que dá um toque mágico a cada cena. Aproveite.
Sugiro baixar de alguma forma da internet e vê-lo em tela grande. Isso porque, além do fato de ter 73 minutos, o impacto em tela grande é muito maior.